never is a promise

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Posted on 12:11 PM | By Annie | In

It's time to let go some of the things I cherished times ago. And never is a promise.


But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you
(...)
You'll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You'll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I've ever shown - to you



Never Is a Promise - Fiona Apple

sticker for respect

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Posted on 1:54 AM | By Annie | In

Pensei que tinha perdido este autocolante fantástico, que vinha numa revista das que trouxe de Barcelona.
Afinal, ao adiccionar ao arquivo outros papéis de pesquisa, encontrei o dito cujo. Em mãos, é mto mais espectacular. E vinha isto na notion # 37.

From way up there, you and I

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Posted on 12:28 AM | By Annie | In



Well you might be a bit confused
And you might be a little bit bruised
But baby how we spoon like no one else
So I will help you read those books
If you will soothe my worried looks
And we will put the lonesome on the shelf

You and I - Ingrid Michaelson

Barcelona e as mutações

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Posted on 12:34 AM | By Annie | In ,

Se bem que as pessoas não mudem por dá cá aquela palha, acredito nas viagens como catalizadores.

Durante a semana passada, em Barcelona, li numa revista que "as viagens são alimento para a alma". E acredito que assim aconteça. Como diferentes dietas recomendadas pelo médico, determinadas viagens têm diferentes efeitos em nós. E há algumas que provocam mutações, outras que nem tanto.

Ainda há tempos dizia, afincadamente, que as pessoas não mudam, muito menos de um minuto para o outro. Mas, se calhar, até mudam. Ou muda a percepção que temos das coisas - daí a interiorizarmos o que percepcionámos, isso é outra história.

Se acompanhados, apercebemo-nos de particularidades da personalidade de quem viaja connosco. Além disso, apercebemo-nos das nossas reacções a essas particularidades. Se há confronto, temos que aprender a contornar as situações delicadas, quer seja dominando os impulsos ou afastando-nos da situação. Manifestamos maturidade ou capacidade de encaixe - e só analiticamente depois percebemos o que provocou aquela situação. Se acompanhados, vemos também a reacção das outras pessoas às nossas particularidades - isto se não dominados por emoções básicas como o stress (principalmente nos balcões do check in e na sala de embarque de uma qualquer transportadora aérea low cost).

Se sozinhos, vemos a capacidade de reagir a situações de orientação, de gerir tempos e de ver o que queremos pelo mínimo valor possível. Se sozinhos, avaliar a nossa capacidade de reagir perante assaltos, de lidar com os transportes da cidade e preservar a integridade da nossa câmara fotográfica. De nos conhecermos, de conhecer pessoas, de conhecer os sítios e de chegar a horas ao avião que nos há-de levar de novo a casa.

As viagens são testes. Que catalizam mudanças. As cidades e as culturas têm diferentes interpretações para cada um de nós. Mas o saldo há-de ser sempre positivo, porque o que apreendemos ficará em nós, como um barco que baloiça num mar mediterrâneo.

Só ao sair de Barcelona, me voltei a aperceber que estava em Espanha. Porque a arquitectura, a luz e o ambiente social que se respira e preenche aquela cidade é uma coisa aparte. De mim e do Porto a que regressei.

E pareceu-me que voltei mudada. Pode ser que as experiências se interiorizem em mim e façam de mim a pessoa que já fui há uns tempos

devolução

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Posted on 3:12 AM | By Annie | In

Aprendi a deixar de pedir-te desculpas demasiadas vezes, com os mesmos efeitos inúteis de sempre. Aprendi a esquecer-te quando tinha que ser e a ignorar-te quando precisava de não te ter na minha cabeça. Aprendi a não remeter sempre a minha tristeza para a felicidade que foi viver-me naquelas alturas. Aprendi a relativizar-te.

Mas, afinal, as coisas não passam. E se continuo aqui, é porque ainda não te exorcizei, é porque ainda estás dentro de mim. Consigo ignorar-te durante mais tempo do que julgo possível, porque me embrenho no trabalho para não pensar em mim.

Só que continua a faltar-me aquilo que me roubaste. Devolves-me o amor?