infatuation
Sábado, Fevereiro 28, 2009
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é complicado explicar. a maneira como os meus olhos seguem os teus e os teus ficam nos meus. a maneira como existe uma linha entre nós, como a densidade flutua no espaço in between. não sei o que isto é. gostaria de lhe dar um nome, mas não sei se isso não agravaria as coisas.
as coisas que bulem cá dentro. e que insisto em não libertar. o olhar, o gesto, tu ali, eu aqui. a maneira como sorris quando interfiro no teu discurso, sem falar. já repetes tu a seguir. e sorris. e eu sorrio. e encolho os ombros.
sem nada de extraordinário para dizer. e, se calhar, é só amazement. mas os demónios entrechocam cá dentro, por não os nomear. e a tua imagem na minha cabeça. os olhos que se seguiram, os meus aos teus, os teus aos meus.
depois, um adeus. em que os demónios resolveram ficar silenciosos, enquanto a tua mão toca a minha. enquanto o teu olhar se reparte em redor. é tipico de nós. não focar o olhar num ponto, porque há demasiadas coisas a acontecer. e porque vemos mais quando não olhamos.
escrever é exorcizar os demónios que entrechocam cá dentro.
é complicado explicar. a maneira como os meus olhos seguem os teus e os teus ficam nos meus. a maneira como existe uma linha entre nós, como a densidade flutua no espaço in between. não sei o que isto é. gostaria de lhe dar um nome, mas não sei se isso não agravaria as coisas.
as coisas que bulem cá dentro. e que insisto em não libertar. o olhar, o gesto, tu ali, eu aqui. a maneira como sorris quando interfiro no teu discurso, sem falar. já repetes tu a seguir. e sorris. e eu sorrio. e encolho os ombros.
sem nada de extraordinário para dizer. e, se calhar, é só amazement. mas os demónios entrechocam cá dentro, por não os nomear. e a tua imagem na minha cabeça. os olhos que se seguiram, os meus aos teus, os teus aos meus.
depois, um adeus. em que os demónios resolveram ficar silenciosos, enquanto a tua mão toca a minha. enquanto o teu olhar se reparte em redor. é tipico de nós. não focar o olhar num ponto, porque há demasiadas coisas a acontecer. e porque vemos mais quando não olhamos.
escrever é exorcizar os demónios que entrechocam cá dentro.
Etiquetas: inspirar
