Várias reflexões têm cruzado a minha mente nos últimos meses. Invariavelmente, deixam-me na encruzilhada de sempre: há passos que não dou. Só resta saber a razão aparecer, nesta confusão toda.
Vejo pessoas de idades semelhantes em patamares completamente diferentes da vida. Aos 25 anos, há gente que ainda anda a fazer estágios não remunerados e gente que gere empresas e factura "o primeiro milhão". Ao quarto de século, há gente que nunca sairá do país e outros que só estão à espera do 4º bilhete de avião que os lançará em mais uma aventura ... do outro lado do mundo. Há gente que se basta com o 12º ano incompleto, e há gente que continua a licenciatura para um mestrado - sem sem mestre de coisa alguma. Há quem esteja pronto para casar e ter filhos com o/a amigo/a de sempre, e há gente que foge do compromisso como o diabo da cruz.
Eu estou no meio disto tudo. E faço 25 anos daqui a 2 meses e 2 dias. Estou num meio termo insonsinho.
Ainda não facturo o primeiro milhão, mas também não o pretendo - gostava de saber porque é que eu e o dinheiro temos esta relação mesquinha do tem-gasta-e-não-poupa.
Sei que sairei, eventualmente, do país, nem que seja para fazer um mestrado - que ainda não é na minha área de formação (que área hibrida é esta, caramba?), mas que, para já, assim não sucede. Vou trabalhando e querendo crescer no que ainda sou pequena (enumero?).
Mestrado, não. Nem nunca seria de imediato, nem na minha faculdade. Mas nunca parei de fazer formações - em áreas não directamente relacionadas com a minha - em cursos que, no fim, espremidinho, espremidinho, não extraem grande sumo. Mas agora uma de maior envergadura.
E nem me apetece casar e ter filhos, nem fugir como o diabo da cruz dos compromissos. Ainda não é o tempo - emocional, cronológico e mental?
Ainda não é o quem, ainda não é onde, ainda não é o quando.
Há dias em que devia não pensar.