Chá & lágrimas

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Posted on 4:04 AM | By Annie | In ,

Acabei de descobrir o meu chá preferido.

Da Twinings Infusions, Blackcurrant, Ginseng & Vanilla, um sabor delicioso, distribuído nas viagens da RyanAir e trazido aqui para o humilde lar pela Sandrine. 3 ou 4 meses depois, decido provar e apaixono-me perdidamente por este chá que cheira tão bem quanto sabe. E a água a tingir-se de roxo é uma delícia para os olhos.

Devem estar uns 30 e tal graus no Porto. A minha casa palpita de calor. No quarto ao lado, ressona-se. Aqui, acorda-se entre soluços e lembranças. A respiração compassada suspende-se quando as lágrimas se abatem sobre os meus olhos. E não se consegue adormecer de novo. Ainda que a cama esteja mais fresca que a cadeira. Ainda que a música que podia por a tocar me lembrasse tudo menos o sono pacífico.

E não conseguir fazer nada para evitar esta dor.
Fria caiu a última gota de chá na união dos meus lábios. No coração que, de tanto sentir, embruteceu.

procura-se

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Posted on 3:16 AM | By Annie | In


"Olhos castanhos (ou seriam claros?). Os dentes ligeiramente afastados, como os da Madonna. Sorriso bonito. O cabelo curto. Mas fizeste questão de mostrar os "dotes" corporais! Olhavas para as fotografias dos grafitties, como se fosse a coisa mais interessante do mundo - e tu sabes que não era! E depois o olhar descaía. Começaste a sentir-te observado e só dizias disparates. Deixaste de saber onde pôr as mãos. Mas também não te reconheceria no meio da rua."

*

Podia ser qualquer pessoa. Podia ser de cá, ou de Lisboa. Estrangeiro. Estudante. Menor de idade. Modelo. Operário. Burro. Génio. Desinteressante. Cativante. Escorpião. Engatatão. Tímido. Pesquisador botânico. Beto. "Alternativo".
Quase dava para escrever uma história. Ou publicar ao lado de "vende-se carro de 1989".
Quase dava para seguir um trajecto ou fazer como o outro que, em Nova Iorque, viu uma rapariga no metro, desenhou-a e colou, por todo o centro da cidade, cartazes à procura dela. Ela apareceu, afinal. E o Porto é uma migalha ao pé de Nova Iorque.

Até ao momento de abrir a boca, não seria ninguém. Mas, no fundo, quando abrisse a boca, não saíria nada de jeito.

E, no fundo, só me fez lembrar de ti. E na urgência que tenho de te falar.

recordações jupianas

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Posted on 1:46 AM | By Annie | In

Noite de cachupa da Filó no Jup. Os terroristas Jerson e Cristiano. Filipa, Ricardo, aquele amigo cujo nome desconheço, o Daniel, o Luís Folião (que tirou as fotos) e o Pipas. Muito riso, gomas, álcool e wrestling dos irmãos Jerson e Cristiano com o Miguel no chão da sala. :D

Quem dera todas as coisas que recordo do JUP fossem tão boas. :s