If anybody come to say I love you

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Posted on 2:32 PM | By Annie | In ,

Fotografia de Benoït Peverelli.
ASA
Nasceu em Paris, mas com 2 anos voltou para a Nigéria com os pais. Cresceu em Lagos, e começou a cantar para os irmãos, nas frequentes ausências dos progenitores. Mas, passados 20 anos, o apelo da Cidade da Luz foi maior. E foi aí que Asa (lido Asha) se tornou - como publicita o seu próprio site - a revelação da alma nigeriana.
Uma boa surpresa. Uma Des'ree ou uma Tracy Chapman, ombro-a-ombro. Tem melodias que entram pelo ouvido e arrepiam toda a espinha dorsal! Como um abraço bom.

Myspace
Site oficial
Em escuta
(álbum homónimo no Deezer).
Para ouvir: Bibanke, Subway, Eye Adaba, Jailer, Fire on the Mountain.

Bibanke - Asa

Tarde demais

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Posted on 6:58 PM | By Annie | In

Não saberia onde pôr as mãos nem o que dizer. E só cruzaria as pernas de forma estranha, torcendo os dedos nos bolsos ou roendo as unhas. Acho que é mesmo assim. Se te tivesse, não saberia o que fazer contigo. E a minha companhia seria tão enfadonha e inerte que tu sugeririas que fôssemos embora. E, depois de partirmos, eu saberia tudo o que devia – ou podia – ter dito, enquanto partilháramos o mesmo momento. Mas então seria tarde. Muito tarde. Como é sempre tarde demais, quando trago o coração na boca.


Tried to keep it simple,
tried to keep it clean this time
tried to look but not to touch
I'm addicted to complication
and I think too much

And I'd love to show you
I can just walk away
just walk away
it's a little late
it's a little late for that

nonsense mystery

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Posted on 2:03 AM | By Annie | In

nomes repetidos fazem-me confusão.

Vaguear com o dedo - como se pudesse levar a área de transferência nas mãos - até encontrar o sítio onde colocar aquele bocado de ficheiro. Fazer esta e aquela função antes de colar. E depois perder o pedaço de ficheiro que transportava nas mãos.

Faço comentários cautelosos, quando conheço mal as pessoas, mas acabo por dizer sempre algo que percebo não dever ter dito. Mas o mal está feito, e só disse o que realmente pensava, por isso não adianta desdizer.

E, às vezes, há coisas que quero dizer com mais importância do que elas merecem. Elevo a voz, lentamente, como se o que eu fosse dizer tivesse algum interesse, e depois as palavras caem a pique. A intenção morre, esborrachada, aos meus pés, e eu faço a cara de "desculpa, afinal não tinha assim tanto interesse". Criança envergonhada, incomodada na sua própria pele.

Demasiadas vezes, quando me sinto julgada - quando não devia. Há gente que, com a sua arrogância, me incomoda. E, às vezes, gostava de não me sentir julgada para poder dizer as coisas primeiro e demonstrar que as coisas que sinto - gosto ou penso - não são por imitação.

Quero gritar. E, fechando a boca, segredo, baixinho, o teu nome.

simulacro

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Posted on 1:38 AM | By Annie | In

Não sei desenhar. Nunca me puxou muito para as formas que não fossem curvas abstractas. Nunca fiz um padrão nem um retrato que se possa chamar retrato.

Não sei fazer feições nem expressões que não as básicas que se ensinam em EVT, no ciclo. Não sei desenhar objectos que não sejam em perspectiva cavaleira. Consigo imaginar, mas as mãos não põem no papel o que a mente fabrica.

Não sei pintar. Sombras nem expressões pela luz, e de pincel na mão só para envernizar madeira ou pintar uma parede ou uma caixa de madeira - de verde.

Todos os meus rabiscos começam por curvas que vão dar, regra geral, a uma palavra, a uma letra ou um desenho tipográfico.

A minha referência é um gato que a minha mãe desenhou no meu caderno quadriculado do 1º ano da primária. É o gato mais lindo da minha infância.

E num dia em que devia deixar de pensar, desenho. E enregelo a mão à conta disso. Isto foi a coisa mais parecida com uma ilustração que fiz na minha vida. E pelo teor do desenho e pelo pensamento que o guiou, it can't be good, can it?

sentimentos

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Posted on 12:04 AM | By Annie | In

Hoje apetece-me gritar sentimentos a plenos pulmões. Por várias razões. Palavras bonitas e palavras (muito) feias. E as próprias palavras encerram as razões.

Hoje sentei-me de frente para a circunvalação. Passava das 19h e eu contava os carros mal desenhados que passavam na estrada. Palpitava-me o coração sempre que via um determinado modelo - AQUELE - e, além disso, observava toda a gente que conduzia Audis com a arrogância de assumir serem todos snobs - embora eu própria não me importasse de ter um (A3). Sem pensar muito, posso dar-me a arrogância de presumir em mim mesma um certo snobismo.

Depois, já em casa. Aquele pôr de sol que me abrange, as paredes da marquise ainda quentes do sol que todo o dia bateu nelas. Um ambiente quente, de conforto, um benvinda a casa escrito a cores. Sorri para dentro de mim.

E, mesmo antes de sair de casa, senti a tua mão no meu ombro - mesmo que não tenha cá estado. Saí de casa com a impressão feliz de te ter abraçado. E que, mais tarde ou mais cedo, os dias passarão a ser mais calmos. E que tudo regressará à normalidade. E que os dias não serão tão foleiros. E que, de preferência, a tua mão se detenha mesmo no meu ombro. Durante o tempo que o sentimento deixar.

Tive agora uma conversa telegráfica com uma amiga. Eu vou deitar-me e ela acabou de se levantar para dar aulas. São as 8h da manhã em Timor. :)

Não fosses tu só tu, tão grande

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Posted on 9:01 PM | By Annie | In


Não fosses tu só tu, tão grande, serias um grande e imenso mar de surpresas.

Tenho que dar o meu louvor a quem tem a coragem que eu não sei ter, largar-se do mundo como uma pena, e deixar-se ir. Permitir-se ser refém de um amor tão grande, de uma coisa tão docemente contada como o é Timor pelas tuas palavras, Sarita.

É um privilégio poder ler-te. Por seres esse imenso mar que rodeia o que te possui.


'era como se desfocasse os olhos'