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2:03 AM
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By
Annie
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nomes repetidos fazem-me confusão.
Vaguear com o dedo - como se pudesse levar a área de transferência nas mãos - até encontrar o sítio onde colocar aquele bocado de ficheiro. Fazer esta e aquela função antes de colar. E depois perder o pedaço de ficheiro que transportava nas mãos.
Faço comentários cautelosos, quando conheço mal as pessoas, mas acabo por dizer sempre algo que percebo não dever ter dito. Mas o mal está feito, e só disse o que realmente pensava, por isso não adianta desdizer.
E, às vezes, há coisas que quero dizer com mais importância do que elas merecem. Elevo a voz, lentamente, como se o que eu fosse dizer tivesse algum interesse, e depois as palavras caem a pique. A intenção morre, esborrachada, aos meus pés, e eu faço a cara de "desculpa, afinal não tinha assim tanto interesse". Criança envergonhada, incomodada na sua própria pele.
Demasiadas vezes, quando me sinto julgada - quando não devia. Há gente que, com a sua arrogância, me incomoda. E, às vezes, gostava de não me sentir julgada para poder dizer as coisas primeiro e demonstrar que as coisas que sinto - gosto ou penso - não são por imitação.
Quero gritar. E, fechando a boca, segredo, baixinho, o teu nome.