Não fosses tu só tu, tão grande

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Posted on 9:01 PM | By Annie | In


Não fosses tu só tu, tão grande, serias um grande e imenso mar de surpresas.

Tenho que dar o meu louvor a quem tem a coragem que eu não sei ter, largar-se do mundo como uma pena, e deixar-se ir. Permitir-se ser refém de um amor tão grande, de uma coisa tão docemente contada como o é Timor pelas tuas palavras, Sarita.

É um privilégio poder ler-te. Por seres esse imenso mar que rodeia o que te possui.


'era como se desfocasse os olhos'

desculpa

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Posted on 7:16 PM | By Annie | In

arestas vivas, alto-relevo

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Posted on 2:03 PM | By Annie | In

hoje estou assim. irregular.

arestas vivas, alto-relevo

embora procure
inner mystery
secret tastes
soulmate material

quando, quase sempre, só encontro

nada.


Nota do dia: "Quando morrer, quero ir para um lugar afrodisíaco".



Bomba-rda

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Posted on 10:00 PM | By Annie | In , ,

dia espectacular. tarde espectacular.

Paginação no JUP com a netinha Cris, ao inicio da tarde. A Forma Cita estava a ultimar os preparativos para a inauguração da galeria da Carmen Cita, a galeria do JUP.
Eis senão quando ouvimos uma fanfarra na rua. Motivo: inauguração simultânea de todas as galerias em Miguel Bombarda. Uma coisa linda! Chovia, mas havia muita gente na rua, e as portas das galerias estavam escancaradas para receber pseudo-artistas, pseudo-coisas-não-artistas, actores e povinho (como nós).
Descemos para o rés do chão - onde o pessoal já se acumulava, bebendo vinho do Porto e comendo morangos, e entupindo o corredor - e aproveitámos para ver a instalação multimédia que a Forma Cita tinha instalado nas galerias.

O Pedro chegou e aí fomos nós, 3 da vida airada, dar o arzinho da nossa graça por todas as galerias da Rua.

A registar:
Volker Schnüttgen, com a exposição HABITAT, na galeria Arthobler.com, até dia 20 de Maio;
Paula Ruella, com a exposição Diário de Uma estrangeira, na galeriaTrindade (mesmo em frente ao JUP), até dia 20 de Maio;
Remix, na Galeria Minimal, até dia 11 de Junho (Mário Vitória e Sara... n sei quê);
Sandra Palhares, com a exposição Zapping na galeria Sala Maior , ate dia 7 de Junho (mto bom, este) e
João Belga, com a exposição Wall of Pain na galeria Graça Brandão (:D)

(sites das Galerias aqui.)

A Famous Grouse, marca de whisky, compareceu com grande campanha publicitária : The Famous Bombarda - pendurantes nos postes de iluminação; The Famous Grouse em todas as galerias, para à goela dos visitantes; The Famous Band - a fanfarra que animou a rua; e 3 individuos vestidos de preto, com uma mala e um guarda chuva com tinta escorrida sobre eles (chovia arte em Bombarda?).

A arte não acontece somente dentro das galerias. Acontece também nas paredes - street art! E ninguém mais famoso do que o nosso Galo de Barcelos! ;)

Obrigada, Pedro e Cris, pela companhia deliciosamente divertida. ;)

Adoro co-existir com esta rua!

(Pedro, obrigada pela foto :)

amor icónico

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Posted on 3:35 PM | By Annie | In

há fotografias que dizem tudo. esta é assim.
Flickr de marensijbrich (a autora). Blog de marensijbrich. :)



There's a long long road
To reach your house
I arrived just before
Just before the sunset
And you said ,and you said
Welcome with your eyes
And we said ,and we said
Nothing at all

ínfima parte

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Posted on 4:24 PM | By Annie | In

O amigo de longa data - ainda que não me lembre de quando - e as conversas que discorrem das bocas e das mãos, como um fio.

E as estrelas que não vemos, o acer de folhas verdes que nos abriga da luz que vem de fora, o recanto que abafa o som dos carros, o edificio - 20 x 6 metros , ainda é grande, dá bem para 300 pessoas -, a parede - o material aplicado na parede faz uma ruga no meio das letras- , as mesas que têm uma ranhura para as toalhas. A evocação ao Nestea e a carne mal passada, o engraçado de certas situações.

Há coisas naturais. Todos os anos do mundo não serão suficientes para conhecermos nem uma ínfima parte do que somos. Ainda bem. Fica sempre mais e mais por descobrir.

o Porto

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Posted on 4:50 PM | By Annie | In , ,

Sigo para o Porto dentro em breve. Subi um pouco, este fim de semana, ambientando-me entre os montes que o Porto não possui, numa viagem que não se concretizava há algumas semanas.
Ontem pintei o cabelo de vermelho - cor que ainda não dá para ver, porque ainda não faz sol - e fiz uma trança. Uso agora a minha boina azul, que me tapa metade do rosto.
Mais logo, vou estar, espero eu, numa esplanada coberta, algures na tarde anoitecida do Porto que me apaixona. O frio que percorre a espinha, o vento que traz cheiro a mar e a granito. Calçada sobejamente usada, chuva que ameaça cair, o lusco-fusco quando anoitece. Os solavancos de quem sente chegar, num baque, o som surdo da mão reconfortante do Porto. O meu Porto. A provocar esse arrepio profundo na espinha.

Só o Porto me apaixona assim.