Há dias em que as minhas sardas despertam. E, mesmo cansada, sorrio, por cima das minhas olheiras profundas e por baixo dos meus cabelos quase vermelhos. Dou meia volta, na vaidade do colete que até me assenta bem. As sardas continuam a ser maiores do que tudo o resto. Sorrio. E lembro-me de ti.
Há dias em que as minhas sardas despertam. E, mesmo cansada, sorrio, por cima das minhas olheiras profundas e por baixo dos meus cabelos quase vermelhos. Dou meia volta, na vaidade do colete que até me assenta bem. As sardas continuam a ser maiores do que tudo o resto. Sorrio. E lembro-me de ti.
Posted on 11:12 AM | By Annie | In
Já agora, e por falar em Coca-cola - nos anúncios, que se note! - estes anúncios brasileiro1 e brasileiro2 e espanhol estão espectaculares :D
Posted on 10:56 AM | By Annie | In
No BiMarketing - blog da licenciatura de Marketing da Universidade da Beira Interior -, encontrei um post sobre um discurso que Steve Jobs, o empresário norte-americano co-fundador da Apple, da NeXT e da Pixar, fez na cerimónia de formatura da Universidade de Stanford. Os dois vídeos da cerimónia aqui.
O seu discurso é realmente notável e fez-me pensar que as pessoas interessam pelo seu passado, não tanto pelo que querem ser. Ou seja, tudo o que se é agora é resultado da acumulação do que já se foi.
E começo a mudar a minha opinião no que diz respeito à formação superior vs. experiência profissional e sobre a aquisição ou não de mestrado integrado. Cada vez mais somos mais meninos quando saímos da Universidade. Não considero que isso seja a regra geral, mas conheço tanta gente munida de "um pensamento universitário, mas que ainda são pessoas pequenas", como diz o Rúben. Conversas acesas apaixonam-me, mas só se forem com gente e sobre coisas que acrescentem algo ao que eu quero conhecer. Para falar de "pequenices", vejo a TVI.
...



O cinema/bar Passos Manuel - Rua Passos Manuel, 137, mesmo ao lado do Coliseu do Porto - vai receber, esta 5ª feira, dia 3 de Abril, às 22h, uma mostra dos vídeos premiados no Vimus '07 -Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa de Varzim. Entrada livre (mediante lotação da sala)."Nu Bai - o Rap Negro de Lisboa" de Octávio Raposo foi o documentário Premiado no Festival do ano passado, e vai ser exibido na sala do Passos Manuel.
No entanto, nomes de bandas portuguesas como Coldfinger, You Should Go Ahead, Blasted Mechanism, The Vicious Five, X-Wife, Moonspell, Buraka Som Sistema e MicroAudio Waves estiveram representados no Festival, pelo que, pelo menos alguns desses vídeos deverão ser visionados nesta mostra. O programa das competições do ano passado aqui.
Entretanto, num blog da MTV portuguesa - que fez uma cobertura alargada do Festival no ano passado -, foram anunciados os candidatos e resultados do Vimus'07. Mais informações aqui.
Para este ano, as inscrições ainda não estão abertas, mas o Vimus '08 decorrerá de 4 a 7 de Setembro de 2008.
Posted on 1:20 PM | By Annie | In contemplar , saborear , ver
Às voltas entre emails, pesquisas e visitas regulares a determinados sites, deparei-me com duas coisas:1º, a programação para os fins de semana de Abril, pela Cooperativa 80 Azul. Sessões de cinema e Workshops.
Nas sessões de cinema, 3 filmes seleccionados - todos à volta da música e do seu mundo- exibidos no Cinema Venepor, na Maia:
5 de Abril, Control, de Anton Corbijn, às 21h. Info no IMDB aqui.
12 de Abril, De battre mon coeur s'est arrêté ( De tanto bater, o meu coração parou), de Jacques Audiard, às 21h. Info no IMDB aqui.
19 de Abril, Walk the Line, de James Mangold, às 21h. Info no IMDB aqui.
preços: 2€ a 2,5€
Todos me suscitaram interesse. Será que vou ter tempo?
2º, o filme de Audiard levou-me a encontrar um trailer de um filme de animação lindo. Chama-se Persepolis, realizado por Marjane Satrapi (iraniana) e Vincent Paronnaud (francês). O filme fala da tomada de consciência social e política de uma pré-adolescente iraniana e do consequente uso da liberdade de expressão ... durante a Revolução Islâmica.Filme de animação a preto e branco, realizado em 2007, e nomeado para o Óscar de melhor animação, ganhou o Prémio do Júri, no festival de Cannes, e foi ainda galardoado pelo British Film Institute, além de receber uma série de prémios em festivais mais pequenos. Merecedor de prémio são a originalidade e o grafismo do site, e a banda sonora que o acompanha. Muitos parabéns à dupla Satrapi- Paronnaud.
Hoje tou virada para "filmes". :D
Posted on 2:16 AM | By Annie | In
myspace da Beth Gibbons aqui.
Beth Gibbons, This time of year
Hold me now this adulation
See me now
Oh it's easy now
Falling like a silent paper
Holding on to what may be
And I only hear
Only hear the rain
And many rains turn to rivers
Winter's here
And there ain't nothing gonna change
The winds are blowing telling me all I hear
Oh it's a funny time of year
There'll be no blossom on the trees
Turning now I see no reason
The voice of love so out of season
I need you now
But you can't see me now
I'm travelling with no destination
Still hanging on to what may be
It's a funny time of year
I can see
There'll be no blossom on the trees
And time spent cryin' has taken me in this year
Oh it's a funny time of year
There'll be no blossom on the trees
Falling like a silent paper
Holding on to what may be
It's a funny time of year
I can see
There'll be no blossom on the trees
And time spent cryin' has taken me in this year
It's a funny time of year
I can see no blossom no blossom on the trees
Falling like a silent paper
Holding on to what may be
It's a funny time of year
I can see
There'll be no blossom on the trees
And time spent cryin' has taken me in this year
It's a funny time of year
I can see no blossom no blossom on the trees
Hoje apercebi-me de uma coisa. Uma das pessoas que me merece o maior respeito que eu achei ter por alguém - a seguir aos meus pais, embora nem sempre o demonstre - apareceu recentemente na minha vida JUPiana que, cada vez mais, se torna parte indestrinçável de mim. E temo ter-te ofendido, caro amigo, e à mulher que amas. O vosso amor inspira-me de uma maneira que não tens noção. Tive que escrever sobre isso. E, se me leste, entenderás isso. Não entendas agora isto como justificação, mas o "fica-lhe tão bem" é porque esse teu amor lhe serve que nem uma luva, que foi feito para ela e para ti. É respeito e admiração que vos tenho. E sei que, embora não esteja autorizada a chamar-te amigo, já o és. E obrigada por me fazeres ver as coisas como não sabia ver. Obrigada por lançares bombas no meu colo que me fazem pensar.
5ªs do Jup - Uno Eskimo e a Marta como DJ.
Posted on 1:09 AM | By Annie | In
E assim foi. Encantou, deslumbrou, levou quase - quase - ao êxtase. Beth Gibbons - sem tabaco, mas com muita água - cantou, com a voz ferida e a cara torcida da dor (que vem de dentro), e entrou dentro de todos os que a ouviram.
No que me dizia respeito - o meu desentendimento destas questões - gostei muito. A companhia, a introspecção solitária, a voz dilacerante da Beth Gibbons. Não fosse uma gaja enervantemente bêbada aos encontrões a mim, e o concerto teria sido perfeito. Dancei no meu mundo pequeno, sem dar um passo. Os braços subiram, a voz saiu-me da garganta, tentando cantar em coro com a Beth - afinal sabia mini-refrões de músicas destes senhores - , e o ar envolveu-me. Sabia a pouco, a solitário, mas sei bem como teria sido perfeito.
A companhia compôs-se de Joana, Hugo, Rui, Ricardo e Tero. Perdidos algures, a Tânia, o Bruno e o Danilo - sinto a vossa falta, by the way, mas há barreiras que construímos que não sei onde terão fissura. JCC e JUP representados através de alguns conhecidos e colegas.
O alinhamento é o seguinte (pescado daqui):
Silence
Hunter
Mysterons
The Rip
Glory Box
Numb
Magic Doors
Wandering Star
Machine Gun
Over
Sour Times
Only You
Nylon Smile
Cowboys
****
Threads
Roads
We Carry On
Mais disto, assim. Quando?
Posted on 4:52 PM | By Annie | In contemplar
Esta música nesta voz vai ser ouvida, concerteza, hoje, a ressoar pelas paredes do Coliseu.E pela minha alma.
Portishead, Coliseu do Porto 26 de Março de 2008, 21h00
Cos nobody loves me
Its true
Not like you do
Pérolas da RTP2.
A sério. Arrastando os pés, chego a casa às belas horas de 1h30 da manhã. Ligo a televisão, salto para o canal2, à espera de uma série qualquer tardia. E soa-me o som de uma orquestra com um coro, que ocupam um palco enorme. Uns 10 metros de largura, vá! A dirigir a orquestra e o coro, estava este senhor.
Reconhecem? Bem, eu não reconhecia. Pesquisar no site da RTP2 era escusado, porque já estava no ar a programação de Sábado. Procurei por Palco RTP2 14 de Março (o google, outra vez). E eis senão quando, no blog www.moo.pt, aparece a programação das 24 horas de Sábado.
Ennio Morricone, o próprio, dirigia a Orquestra Sinfonieta de Roma num espectáculo chamado "Música para Cinema", por quem são interpretadas as composições - e legados! - que Morricone fez para diversos filmes. Embora eu não reconheça a maior parte das músicas dele nem tampouco para que filmes foram feitas, admito que vê-lo e senti-lo nas composições que emanaram da televisão foi uma boa surpresa para mim.
Neste momento, apareceu a legenda: composição para 'Afirma Pereira'. Segundo diz o IMDB, o filme, realizado em 1996, por Roberto Faenza, em Portugal, contou com um elenco soberbo: Marcello Mastroianni, Joaquim de Almeida, Nicoletta Braschi, Nicolau Breyner, Filipe Ferré e até o Mário Viegas (falecido pouco depois do lançamento do filme). E um compositor mais do que genial! A Dulce Pontes, no palco, neste momento, entoa a canção em Português.
Morricone recebeu, em 2007, um Óscar honorário pelas suas contribuições musicais no cinema.
Mais meia hora de espectáculo e adormeço deliciada. Lineup do concerto em Verona aqui.
Site oficial de Morricone aqui.
Apropriada chegada a casa, hein?

Quarta, erm... quinta feira, digo. Ossos - que vi por acaso - e uma música linda encerrou o episódio.
Só captei bocados de um verso, mas o Google é mto nosso amigo! "i pushed down Bones soundtrack" e eis que me aparece um resultado de um fórum, em cujo 3º post, se desmistifica a minha dúvida: nome da música, senhora dona da música, myspace e site.
Susan Enan
A música tem versos magníficos e alguns dizem:
Isto faz-me pensar. Se eu reprimir as coisas na minha alma, elas morrem?
Lets go to the beach, get the sand through our feet
Bring on the wonder
Bring on the song
I pushed you down deep in my soul for too long
Posted on 3:23 PM | By Annie | In contemplar
TAMBÉM GOSTO. De atravessar a Circunvalação por entre os carros parados no vermelho. De ver a iluminação em frente ao Hospital de S. João. De sair do emprego e não parar de ter ideias. De ver o sorriso do meu "afilhado" Rogério. De dar um beijo no pescoço à minha mãe. De fingir que salto para as cavalitas do meu pai. De falar com a minha irmã sobre estupidezes. De coincidências. De sorrir com os retalhos de conversa recolhidos no Metro. Do Contagiarte. De chocolate quente e café. De tango e panaché. Do pôr-do-sol fotografado da minha janela. Dos gradientes de cor do céu e do mar, a diferentes horas do dia. De andar sempre com caneta e papel. De expressar carinho quando já bebi demais. De sentir saudades de tempos bons que não voltam mais. De causar uma forte primeira impressão (normalmente, má impressão).GOSTO. De dias ventosos. De mar. Do cheiro de canja de galinha, no Inverno. De infernos moderados. De casas vazias. De momentos de solidão. De choro de libertação. De dormir até me doerem as costas. De viver no meu mundo caótico. De noites frias, debruçada na minha janela. De diarreias mentais de literatura surrealista. De músicas introspectivas. De dançar sem ninguém ver. De cantar para dentro. De conversas nonsense à luz da lua. De deitar no chão da tenda e ouvir os ossos das costas a ranger. De estalar os ossos. De fotografar micro-realidades e micro-sentimentos. De meter a mão dentro das almas. De pessoas interessantes. De ombros. De mãos. De caretas hilariantes. De acender velas e apagar fósforos. De sorrir quando estou cansada. De cores. De luzes. De nadar no rio. De sumo de melancia. De melancia e de pêra-maca.
NÃO GOSTO. De preconceito. De tédio. De chuva. De funerais. De lamechice. De muita maquilhagem. De teimosos (inclusivé eu mesma). De abraços demasiado efusivos. De chão de mosaico. De paredes exteriores de azulejo. De riscas com quadrados. De portas abertas. De gabarolas. De azeiteiros. De ter sono e não poder dormir. De ditaduras. De falhas de comunicação. De extrapolações ilusórias. Do mundo estritamente cor de rosa.
(conforme o hi5 + acrescentos)
