anjos de bicicleta

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Posted on 11:31 AM | By Annie | In , , ,

Cidade dos Anjos, com Meg Ryan e Nicholas Cage, 1998



devagarinho, apercebemo-nos que as pessoas que realmente interessam, estão perto. estão muito perto, até. e só prestamos atenção quando elas vão para longe. :)
começamos a conhecer e, mesmo assim, duvidamos. questionamos. tememos. retrocedemos. depois, lentamente, ficamos presos. colados. 'I am stuck on bandage and bandage is stuck on me', como dizia a Meg Ryan durante uma operação.
outro momento mágico, mas desta vez com uma bicicleta. aqui já faz sol. :) a Meg a voar, de asas abertas, montada na bicicleta. respirando o ar fresco e recebendo o sol em cheio na cara. as pessoas deviam perceber sempre assim a felicidade.

e o Hemingay aparece lá, escrito nas entrelinhas e entranhado na pele, fazendo crer que há-de haver outra Primavera. também acreditas nisso? eu acredito.

em 1961, Ernest Hemingway suicidou-se. entre os seus papéis encontraram uma descrição das coisas de que ele mais gostava:

"To stay in places and to leave. to trust, to distrust. to no longer believe and believe again. to watch the changes in the seasons. to be out in boats. to watch the snow come, to watch it go. to hear the rain. And to know where I can find what I want."
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eu reconheço-me nele. no vaguear pelos espaços. na confiança. nas crenças e nas mudanças. na neve. e no ouvir da chuva a cair. e na certeza de saber que estou cada vez mais perto de encontrar o que me faz feliz. :)
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depois da chuva, componho o teu cabelo. tu pegas na minha mão e eu entrelaço os dedos até perfurar os teus dedos. depois tu beijas-me os nós dos dedos. e ficamos a olhar-nos indefinidamente. interminavelmente.

despertamento

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Posted on 3:07 AM | By Annie | In , , ,

Fa yeung nin wa (Disponível para Amar), deKar Wai Wong, 2000

Hoje falámos deste filme. e também dissemos que seria ainda bem mais encaixado se fossem pessoas como nós. com os nossos contextos. com as nossas vivências. com os nossos corações.

e a melhor parte do filme é quando eles se cruzam na escada, em que a música os acompanha, em câmara lenta. eles cruzam-se, reconhecem-se. e reconhecem-se incompletos e sózinhos. sorriem e combinam um café para ter uma conversa hipócrita sobre a mala dela e a gravata dele (does it click on you? ;) it does click on me.

reconheço uma similitude de processo. não reconheces? pois, já dormes.
sempre que falo contigo, fico sem sono. por mais cansada que esteja. despertas-me. sempre que ouço a tua voz baixinha no meu ouvido, mesmo longe. sempre que me sussurras as tuas piadas secas, sem piada, como tu dizes. sempre que me contas de ti e a tua voz fica triste. sempre que peço a tua companhia e tu dizes que já vens. e não tens vergonha de me deixar a mim sem sono? não, eu não tenho vergonha de te manter ao telefone até às tantas. mas se tens de ir embora, que hei-de eu fazer?

atrevia-me a chamar-te algum dos nomes que escolhi. aquele pequenino fica-te tão bem. é tão a tua cara! não achas? beijo roubado e a saber a ponto de rebuçado (a-ha! now it does click on you!)

hoje chove. não vamos de lambreta. vamos de táxiiii ;)
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a tua lambreta

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Posted on 1:02 PM | By Annie | In , , ,



lembrei-me da tua lambreta. da tua vespa a serpentear pela baixa pombalina, a horas indecentes. silenciosamente. serpenteando por lugares onde de dia só circulam pessoas. contornando e desenhando os desenhos da calçada portuguesa com o pneu fino e baixo.

lembrei-me de mim e ti na tua vespa. naquela vespa que ainda não tens. pões o chapéu - que ainda não te fiz - na cabeça, à laia de capacete. eu sento-me atrás, no banco apertado. aperto-me contra ti, o meu peito contra as tuas costas. as minhas mãos na tua barriga. e beijo-te o ombro. ponho os óculos de sol e um grande sorriso. beijo a tua orelha e tu sorris sonoramente.

começas a andar e, chapéu à banda, serpenteias pela calçada. os meus pés vão estendidos para os lados, como se fôssemos voar. e,então, tu largas as mãos do volante. e a tua vespa - e nós nela - levanta voo. em direcção a uma estrela pequenina. muito muito longe. de onde podemos atirar gomas em forma de framboesa para a Terra.

vamos voando felizes. juste comme Amélie et Nino.


o que tu provocas em mim!

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Posted on 4:32 PM | By Annie | In , ,


"Eu sinto os teus passos,
na escuridão
Pressinto o teu corpo
no ar, aqui
E vou como se o mundo todo fosse
sugado para dentro de ti
E não houvesse nada a fazer
senão deixar-me ir


Pressinto os teus gestos,
quando não estás
Procuro os teus sonhos,
perdidos
E hoje mais que qualquer outra noite
Há qualquer coisa que me fere
Que me faz querer tanto ter-te aqui
não importa
que às vezes tudo é breve como um sopro
Não importa se for uma gota só
De loucura
que faça oscilar o teu mundo
E desfaça a fronteira
entre a lua e o sol

Se o gesto cair assim,
despedaçado
se eu não souber
recolher, a dor
se te esperar a céu aberto
onde se esconde
O que tu és que eu também sou
"

Uma Gota | Mafalda Veiga

olha o que tu provocas em mim. não tens vergonha? devias ter! :)

Visual DNA

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Posted on 1:56 PM | By Annie | In ,

this is me. sort of :)


"how it might have changed it all"

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Posted on 3:55 AM | By Annie | In , ,

a minha calma cada dia aumenta de tamanho. apareceste e a minha paz interior é como uma bola de luz em expansão constante. foste dormir. mas eu fiquei a olhar a tua 'beauty mark' e a achar o teu olhar mais profundo e o teu sorriso mais verdadeiro. I'll stick around, then. :) a conhecer cada milimetro do teu rosto interno, a arrepiar a tua alma com um suspiro.

ontem, agarrei a almofada. mas naquele quarto que já não reconheço, tive que virar as costas à almofada para te sentir ali. e conseguir dormir. adormeci a meio de uma frase tua, como tu a meio de uma frase minha, dias atrás. quem és tu, quem és? quero conhecer mais, quero. vamos brincar aos vampiros? lol olha... "os milagres acontecem/ a horas incertas/ e eu nunca estou em casa/ quando o carteiro passa", como dizem os A Naifa. :) o meu eu renasce. obrigada!

by the way... onde nos encontrámos! :) foi intuição? ficaste, afinal. já não vais embora, pois não? diz que não!

de propósito, só para ti - porque mereces e porque compreendes:

"A map is more unreal
(Oh) Than where you've been
Or how you feel
And it's impossible to tell
How important something was
And what you might have missed out on
And how it might have changed it all"


Intuition, Feist


paz

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Posted on 3:13 AM | By Annie | In , ,

hoje vou dormir em paz. pela primeira vez desde há umas semanas para cá. hoje posso não me agarrar à almofada na busca de sentido de um carinho. hoje tenho-te a ti. mesmo que a tua memória não se circunscreva no perímetro da minha cama.

mas, dando o passo maior que a perna, esboça-se-me um sorriso enorme na minha cara aparvalhada. será que te posso conhecer? enches o vazio de mim que se fechou.

ja ouvi a tua gargalhada, hoje, nas metáforas que trocámos. e agradou-me, reconfortou-me. e tb já me fizeste corar. :D
dorme bem.

certeza do amor de mãe

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Posted on 3:03 AM | By Annie | In , ,

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tive uma firme certeza. quero educar os meus filhos na Holanda. para que cresçam felizes, como eu cresci. mas falando duas línguas que, ou quase ninguém fala, ou quase ninguém entende. mas quero. quero que andem de bicicleta por uma imensidade de planos. quero que tenham amigos de cabelos lisos loiros e de pele clara, e que herdem de mim o cabelo castanho ondulado e os olhos fundos e escuros, caminhando lado a lado, de mãos dadas, cantando uma canção em língua nenhuma.

quero que olhem para as casas altas até lhes doer o pescoço. e que a sua imaginação se pendure nas velas dos moinhos. e que aspirem as flores (e não sofram de febre dos fenos, esperemos). e que ponham a mão em pala sobre os olhos e vejam verde até ao oceano.

que comam comida portuguesa e convidem os amigos para uma feijoada. que se esmurrem nos joelhos e que venham a chorar até casa, porque caíram da bicicleta. e que, à porta de casa, eu esteja, de sorriso na cara e estojo de primeiros socorros na mão. (há que dar a devida importância às esmurradelas).

e que se riam das minhas fotografias e das deles. e que riam muito alto. e que digam piadas do absurdo. e que leiam e ouçam música e cantem. mesmo que desafinados.

e que percam noites na varanda mal iluminada, a olhar para as estrelas. e que depois eu os carregue para a cama do quarto iluminado a meia luz, onde lhes sussurro 'amo-te muito', antes de fecharem os olhos e sorrirem baixinho.

e que percamos tempos infinitos, encavalitados num telhado pouco inclinado, a falar das coisas importantes da vida. o amor, os pássaros, a música, o respirar...

e que eu lhes possa, de algum modo, indicar várias portas que, pensadas por eles, os levarão à felicidade.

:D Instinto materno em mim.

( tenho saudades da minha mãe :(
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dia cheiooooo

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Posted on 2:56 AM | By Annie | In

Que raio de dia cheio! Apesar de não ter feito a ponta de um corno, também não tive tempo. Acordei e quase desde então, foi só preparar as coisas para o aniversário da afilhada, uma vez que o tempo impediu que isso acontecesse no Parque da Cidade (chuvinha, pois).

A tarde foi divertida, com gente porreira, comida, risos, fotos e Party & Company. Balanço do jogo: Josué e Ana, 16 pontos; Sandrine e Tânia + Bruno e Daniela Costa, 11 pontos; Rita e Ana Uuww, 9 pontos; Danilo e Daniela Canto, 8 pontos. Parabens a você em linguagem gestual, bolo e despedidas.
Depois de a equipa do Pa Lamber ter feito uma sessão de hora e 1 1/4 para conseguirem ter uma foto decente para o blog, ficou a aniversariante à espera do pai. Prendinha: porta-chaves, a condizer com a mala verde das bolinhas. :D
Além disto, a headmade começa a tomar forma. Novidades em breve.
Além disso tudo, o meu trabalho gráfico no blog do Triângulo Magazine tá a receber feedback (ver comments ao post do 4º programa). :D tou contentA! lol

dia cheio, como disse. Mais e mais perdida. cheia de mim mesma. e com vontadinha que o Hugo me ature umas duas horas, satisfeita enquanto me descortinei, no Piolho, acompanhada por um picapau bem servido pelo Costa. ;)

A Daniela veio dizer olá, no - esperamos - fim da sua insónia. Eu também devo ter que ir dormir. Maybe later.

say goonight and go

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Posted on 5:35 AM | By Annie | In , , , ,

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A vida continua a surpreender-me. Apesar de tudo, quando saio, e nos últimos tempos, encontro sempre alguém interessante com quem conversar de coisas interessantes, mesmo que por pouco tempo. Sim, mas o tempo é de qualidade.

Estranho, e irritantemente coincidente, é quando fazemos aquele gesto 'então, tudo bem?' e lembramo-nos vagamente de algum pormenor das pessoas com quem, hipocritamente, nunca falámos a sério. E depois queremos saber como estão, o que fazem da vida. Pura cusquice? Talvez não. Talvez seja mesmo curiosidade. E quando me olhas fundo nos olhos - e na boca - percebo-te e quem tu és ali. Tens que ir embora. Foi bom falar contigo. Mas e que tal? E se?

E, pelo que sei, a posteriori, o dia de hoje era importante. Seriam os teus anos? Nem sei. E tu quiseste-te justificar, mas eu nem deixei. Mas depois acho que percebi. Acho que sim. Mas que importa tudo isso? Será que vamos falar outra vez? E há interesse? Nem sei se tem validade.
Gostei da tua companhia fugaz. Mesmo que tenhas colado no meu decote. E que todo o contexto hipócrita de parte a parte me tenha intimidado.

Não, acho que és aquele fogo fátuo que passa. Principalmente, q vai ficar a arder lá longe. Foi cómodo? Foi. Mas tinhas que ir, e eu tinha que ficar.

Só me lembrei. E é só isto.

Resumo: Lusi + Plano B + casa, escrever e dormir. Há novidades sobre as malas :D
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Why'd you have to be so cute
It's impossible to ignore you
Must you make me laugh so much
It's bad enough we get along so well
Say goodnight and go
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Goodnight and Go, Imogen Heap
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