<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=27392440&amp;blogName=no+hay+colores+oscuras&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=SILVER&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fnohaycoloresoscuras.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_PT&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fnohaycoloresoscuras.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

no hay colores oscuras

as grandes coincidências acontecem de dois em dois anos.

Era assim que o amor devia ser sentido

Sábado, Abril 21, 2007




Hypnotized | Ani DiFranco

so that's how you found me
rain fallin around me
lookin down at a worm
with a long way to go

and the traffic was hissing by
and I was homesick and I was high
and I was surrounded by a language
in which I could say only hello
and thank you very much
and you spoke so I could understand
and I drew a treasure map on your hand

and you were no picnic
and you were no prize
but you had just enough pathos
to keep me hypnotized

and the map led to an island
in a sea of store-bought dreams
where soulless singers sang
over beats built by machines
and lovely girls were hovering
above my head like gulls
with their long slender necks
and their delicate skulls

and I was no picnic
no, I was no prize
but I had just enough sweetness
to keep you hypnotized

so that's how you found me
rain fallin' around me
lookin' down at a worm
with a long way to go
posted by Annie, 10:34 PM | link | 0 comments |

o passado volta como as marés

.
O passado volta sempre. Como as marés. Aprendi isso hoje.

E não deixo de sorrir ao passado. Apesar de não me ter reconciliado com todo o meu passado que foi importante, já estive mais longe.
Mas hoje, surpreendentemente, o passado veio pela mão de alguém que não esperava. E parece uma maneira estúpida de nos reconciliarmos com o passado por interposta pessoa. Mas há sempre boas pessoas que fazem parte da família dos nossos passados - quando gostam de nós. É bom saber que os momentos que achámos bons também foram feitos de pessoas boas. Pessoas boas de coração. Adoro-vos, todos os que me acolhestes com um sorriso e com o coração aberto. Sem questionar. Lendo nos nossos olhos.
E saber que eu podia estar ainda aí, soa-me tanto a estranho. Mas há coisas que têm que ser assim, não é?

Os passados voltam sempre como as marés.
.
posted by Annie, 1:10 AM | link | 1 comments |

'mixelânea'

Quinta-feira, Abril 19, 2007

há alguém que faz anos hoje, tenho a certeza. ou será do mês que vem? Não tenho onde nem como confirmar isso. As minhas agendas velhinhas emigraram todas para o fundo de uns caixotes que aguardam esvaziamento e posterior arrumação nas estantes ainda vazias do andar recém-mobilado com os restos da casa que deixou de ser nossa.

Apesar de o que me entra pela janela ser um fedor pestilento de esgotos, fruto do calor + trovoada + chuva + calor que assolou o Porto, entre ontem e hoje, não consigo ter a janela da marquise fechada. E a brisa marítima (sim, porque cheira a mar, e o perfume do esgoto deve vir de Matosinhos) entra-me pela marquise adentro. Os pés, cansados e enfiados nas chinelas de dedo, rejubilam com esse arzinho.

Hoje foi um dia estourado e 'estourante'. Porque fazia calor. Porque gramei alta seca. E porque fiz algo que detesto : ser arrastada para as compras - por alguma das minhas duas afilhadas (que são uns amores, de qualquer maneira).

Hoje tenho um problema crónico generalizado com os plurais e com os s's. Acaba-se-me a força antes de escrever o último 's'. E os dedos já não deslizam. Já não flutuam. Já não nada.
Já só vejo o meu corpo a aterrar, em peso morto, no melhor colchão do universo e na almofada ergonómica que me faz um bem terrível à alma (e à coluna).

Já larguei os artifícios sociais por hoje. Ninquém me obriga a aturar ninguém. Ninguém mais me come o cérebro nem me cumprimenta hipocritamente até amanhã de manhã. Ninguém mais me critica a dizer que entalei as unhas ou que o vestido encolheu na máquina de lavar.

Só o cão barulha no terraço de uma qualquer casa do bairro. Costas de casas viradas para costas de casas. Com um parque de estacionamento de iluminação intermitente a intervalar.
Amanhã vou falar de malas (comigo), de literatura ( com o Pedro) e de design (com o computador e com o senhorio).


Por falar em senhorio, a Daniela Costa vem partilhar apartamento comigo. As opiniões dividem-se: ou incrédulos, porque nunca nos veriam a morar juntas; ou felizes, porque acham que nos damos muito bem. Como dizia o outro, 'só nós duas é que sabemos' do que a casa gasta. Literalmente, a partir de agora. Ou seja, agora é que vai ser a PDL. lol Acho que os vizinhos vão bater com o coto da vassoura no tecto, para acabarmos com as festas. E o Condomínio vai, finalmente, dignar-se a aparecer por cá. lol


Bem... , como dizia o Carlos Pinto Coelho, 'e assim acontece'. :D
.
posted by Annie, 3:09 AM | link | 1 comments |

Despertador & Serenata à Chuva

Quarta-feira, Abril 18, 2007

.
Já desisti de pôr despertador. Não vale a pena. Fica ali o senhor telemóvel a guinchar durante duas horas, enquanto eu atraso o horário do alarme, e a minha resistência a sair da cama aumenta proporcionalmente ao tempo durante o qual o senhor alarme toca.
Por outro lado, apesar de ser uma hora indigna para sair da cama, os meus olhinhos piscam 3 vezes e abrem-se, como os dos gatos pequeninos, por volta das - mais coisa, menos coisa - 11h30 da manhã. Aí ainda dou umas voltas na cama, aproveitando para desviar os cobertores de cima de mim e estrebuchando com as pernas, como se tivesse 2 anos e estivesse a aprender a nadar.
Levanto-me e vagueio silenciosamente pela casa, sem ligar a música (estranho, isto acontece-me de facto de manhã). Mas ligo sempre o computador. E/ou não, a net.

Consigo não estar macambúzia, ao acordar, hoje. Não tive despertador. Está explicado.
Gotta get some work done. Ainda de pijama, ponho os óculos, ligo a música e começo a trabalhar.

(e lembro-me daquela música magnífica, que me acompanha nos momentos mais inconcluentes da minha vida e que me ajuda a animar:

" I'm singing in the rain
Just singing in the rain
What a glorious feelin'
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love"

do filme Serenata à chuva - Singing in the rain (1952), realizado por Stanley Donen e Gene Kelly, com Gene Kelly, Donald O'Conner e Jean Hagen.



Aqui está o clip da parte em que o Don Lockwood (Gene Kelly) anda pela rua, à chuva e tem aquele momento de dança delicioso.

E acho que a vida devia ser assim: irmos pela rua a dançar e a cantar. Lol a rua ter sempre uma banda sonora para cada um de nós.
.
posted by Annie, 12:33 PM | link | 0 comments |

Sanidade mental - Porto-Lisboa

Conversa de dois deslocados a defender terras que não as suas. É veridico e idiota o suficiente para me lembrar de pôr isso aqui.
Ela (portanto, eu) transmontana, de Bemposta, a residir e a sobreviver no Porto, com residência deslizante por Vila Real. Ele, leiriense de nascença, com residência fixa em Abrantes, e a estudar em Lisboa.
Tendo como pressuposto que a rivilidade era norte-sul, seguiu-se o diálogo:
(tendo como ponto de partida a universidade) (admito que exagerei na parte de África).

- Ai, tu estudas na Nova? Paff. N lhes chegava a UL, ainda tinham q inventar a Nova

- Sabes que Lisboa é mt à frente

- Só se for a caminho de África

- isso são vocês , a caminho de Espanha

- Mas espanha é Europa, Europa é progresso. Marrocos é contrabando. lolololol

- Na...

- Simmmmmmmmmmmmmmmm. tráfico humano, tráfico de drogas, doenças, miséria, pobreza. Ides bem encaminhados, sim senhor

- Pelo menos quando tiver na falência vendo uns quantos órgãos e dá pa sobreviver ate morrer. loololol

- Isso é se te virares pa Europa. pk podes vender os órgãos aos marroquinos, mas isso é inútil, pk eles n têm como os conservar



Alguém falou de sanidade mental? Anyone? Bem me pareceu que não!
.

posted by Annie, 12:55 AM | link | 0 comments |

Bambice da Corda Elástica

Terça-feira, Abril 17, 2007

Não sei o que se passa comigo, hoje. Tou com a mania. Tou mesmo com a p*** da mania. E o meu estômago, a minha pele e os etcs todos que me atormentam, tb n me facilitam nada a vidinha.

Deparei-me com certas coisas de que não gostei. Quer dizer, procurei-as propositadamente (procuro sempre algo que me faça sofrer ou é mm para anestesiar e mandar pa Jesus ? lol). Procurei-as e depois fui lá verificar se era mesmo aquilo.
É lixado ver como as coisas e as pessoas mudam, não mudam? Ou então temos um síndrome de inveja que escolhe os piores timings possíveis. E depois nos põe numa corda-bamba fantástica, maravilhosa que tende a desequilibrar o curso mais ou menos iludido da nossa vidinha de merda.
Continuo a prender-me a um passado que não cede e que eu não deixo ceder. E, se cede, é só na bambice da corda elástica onde nos equilibramos. Não cede mais do que a densidade do elástico. E não sai. Nem com Omo nem com Tide.
Qual silício vincado na perna, como os senhores da Opus Dei que realmente fazem o sacríficio (!), eu tenho um passado cravado violentamente - mais na alma do que no coração, quero eu acreditar. Porque, sendo na alma, é mais fácil de o tirar (ainda não experimentei Cilit Bang, mas não tarda passo para as medidas drásticas).
As coincidências.... bem, comecei hoje a pensar nisso e, apesar de tudo, enquanto o meu processo é acreditar cada vez mais nelas, essa crença só serve um propósito único : arreigar-me mais e mais a um passado que não morre, vendo esse passado viver e alimentar-se dessas mesmas coincidências numa vida paralela. Claro? Pois, talvez não. Nem para mim.

E, notei, obviamente, que o nosso convívio ontem, maninhos, deu interpretações bastante diferentes. É pena serem todas a doer. Voltámos àquele ponto, não voltámos?
posted by Annie, 9:06 PM | link | 0 comments |

Porcaria de alergia

Domingo, Abril 15, 2007

É a meia noite e meia de uma noite em que, ao invés de ouvir o processador do meu computador e de esperar a botija de água quente para a minha cama, queria ouvir gritar bem alto o som de corpos a deslizar para dentro de sacos cama, os fechos a correrem em diferentes velocidades e os 'chius', depois do recolher, com risinhos abafados.
Estou a perder o primeiro acantonamento dos meus meninos - principalmente dos mais recentes - porque a minha pele decidiu não me dar descanso. E se é contagioso? Para 'chorar' pelo seguro, fiquei em casa. Abdiquei dos risos e dos resmungos dos meus queridos lobitos, exploradores e pioneiros.
E nunca hei-de esquecer como se lançaram sobre mim em abraços, quando me viram, no campo-escola, mostrando o companheirismo que não sabia ainda ter criado com eles. Por isso tenho pena de não estar com eles. - para os ver a aprender. (continuo a achar que só com quem está por dentro é que entende estas coisas). Snif....

Em contrapartida, o meu fim de semana solitário levou-me a algumas actividades que, interrompidas pela coceira constante, tiveram o seu fim prático. Desocupei imensas caixas de cartão, no andar de cima, o que tornou o espaço mais habitável, já que se pode caminhar sem tropeçar, neste momento. E tenho 3 filhinhas a olhar para mim: 3 novas malas fresh finished. Fiz também dois porta-moedas, mas acho q perdi um, algures, no meio dos trapos.
E cada vez mais tenho consciência que o meu quarto só consegue estar com as tralhas quietas quando eu não estou cá.

Além disto tudo, tenho um vazio muito grande que ainda não consegui digerir. Que não consigo, ainda. Feridas que só vão sarar com o tempo. Mas nem eu sei identificar que feridas são.
posted by Annie, 12:45 AM | link | 0 comments |